domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa

Páscoa significa a passagem da “morte para a vida”, das “trevas para a luz”. A Páscoa é a festa mais importante para a Igreja Católica, pois nela se celebra o mistério da salvação. Onde os cristãos celebram a ressurreição, após a morte e crucificação, de Jesus Cristo

Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A palavra páscoa – do hebreu "peschad"– significa passagem. A páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade.


A páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo, que de acordo com a Bíblia ocorreu três dias após a sua crucificação. É comum em todas as igrejas cristãs, o domingo ser um dia destinado à comemoração da ressurreição de Cristo, realizada através de Eucaristia, porém o domingo de páscoa é diferenciado dos outros, neste é celebrado o aniversário da ressurreição, a festa da vida.


A festa da páscoa faz referência à última ceia de Jesus com os discípulos, sua prisão, julgamento, condenação, crucificação e ressurreição. A celebração inicia no Domingo de Ramos e termina no domingo de páscoa, período compreendido como Semana Santa. A páscoa é uma das festas mais antigas, e a principal festa do ano litúrgico cristão.

Uma santa e feliz páscoa!!

domingo, 17 de abril de 2011

Semana Santa

Fizemos cinco semanas de Retiro Popular. Agora, bem preparados, somos conduzidos à Páscoa. Entremos na Semana Santa purificados pelo Sacramento da Penitência, dispostos a participar de todas as celebrações da Igreja.

A Semana Santa, que inclui o Tríduo Pascal, visa recordar a Paixão e a Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém.

Prepare-se para as celebrações diárias da Semana Santa, meditando as leituras da Liturgia da Igreja.

Com a prática das cinco semanas da Quaresma, utilize o roteiro da Leitura Orante da Bíblia.

Nos preparemos para o ato que nos livrou para sempre do pecado

domingo, 10 de abril de 2011

Dica de CD






O CD Dunga Eletroacústico marca os vinte anos de carreira do missionário Dunga, cantor e compositor católico com mais de um milhão de cópias vendidas que há doze anos conduz o movimento PHN (Por Hoje Não vou mais pecar) na comunidade católica Canção Nova.

Gravado ao vivo, o CD traz diversos elementos que reforçam o vínculo de Dunga com o público jovem e com sua própria história.

No repertório estão grandes sucessos da carreira de Dunga, com estilo e arranjos novos, além das composições inéditas Ei, Amigo, Como não falar do seu amor e Realiza o milagre em mim.

As participações especiais ficam por conta de Brais Oss, na faixa Levanta a Cabeça, Boy, em Profeta do Amor, e Fábio Roniel, na faixa Restauração.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Agora não é tempo de medo, mas de luta!

A Palavra de Deus nos afirma que o “Reino de Deus está próximo”. Teremos Céus Novos e uma Terra Nova e, por isso também, uma humanidade nova, um mundo novo...

Agora não é tempo de medo, mas de luta! Luta para que possamos estar – com nossa família toda – onde o Senhor nos espera: em Céus Novos e uma Terra Nova. Você não pode decepcionar a Deus, que está esperando por você. Continue lutando pela fidelidade a Ele e àquela pessoa a quem Deus uniu você em matrimônio.

Deus quis unir à família da Trindade uma família humana: a de Jesus, Maria e José! Jesus pertence à família do Pai e do Espírito Santo, ou seja, pertence à família divina, mas ao mesmo tempo quis pertencer a uma família humana: a família de Nazaré.

Deus quer também as nossas famílias, seguindo os caminhos da Sagrada Família, venham a participar da maravilhosa Família d'Ele.

Deus abençoe você!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 23 de março de 2011

O tempo está no homem e o homem está no tempo

O tempo está no homem e o homem está no tempo. E para melhor precisar o verbo, o homem “é no tempo”.

A temporalidade – como condição inerente ao homem – carrega consigo o limite e a finitude, categorias essas que acabam condicionando os nossos sonhos e a nossa visão.

Contudo, em virtude da nossa vocação à Eternidade, somos constantemente impulsionados pela Graça a sermos pessoas que estão/são no tempo, mas, que sonham e que tudo contemplam com a lógica da Eternidade.

Pelo fato de sermos no tempo, estaremos sempre sujeitos às precariedades próprias da temporalidade. O desgaste, a fadiga, o envelhecimento, tudo isso se tornará concretude em nossa existência e, com a dureza peculiar à sua aplicabilidade.

O desafio/chamado acontece precisamente neste paradoxo: A virtude – a que somos vocacionados – consiste em ser no tempo, inserindo-se concretamente nele (sem alienação), mas, “já” vivendo tudo com a mentalidade que transpassa a faticidade do transitório e, assim, pautando os próprios sonhos e escolhas em valores que não se resumem ao “aqui”.

Quem contempla o real com essa lógica é capaz de construir a felicidade atemporal, já aqui, no solo de nosso tempo. Aquele que se aventura a ser assim já no tempo, não para nas esquinas das próprias dores e fragilidades, mas descobre que foi feito para ser mais e para transcender o puramente finito.

Fomos criados com a possibilidade de sempre superar e crescer. As fragilidades do temporal existem para se tornarem escada para nossa ascese e impulso para nossa superação, e não para nos encerrarem no limite da dor/finitude.

O tempo é sempre “presente”, é sempre condição de possibilidade para a construção de uma nova e encarnada realização. Ele não é nosso inimigo, mas um amistoso parceiro na estrada da existência com o qual precisaremos constantemente nos reconciliar.

Tal é o desafio a nós proposto: convivamos com o tempo e, no arquipélago de nossas experiências, o utilizemos na concretude de nossas lutas para a construção de uma Acompanhada Eternidade.

Trilhando as sendas dessa prática o ser se descobrirá no tempo, contudo, perenemente vocacionado a transcendê-lo, dando significado às dores temporais por meio de elementos que constituem a Eternidade.

sábado, 12 de março de 2011

A ditadura da 'cultura do corpo'

Atualmente há a ditadura da "cultura do corpo". Os pais precisam estar atentos a essa doentia "cultura", que hoje domina o mundo e que se estabeleceu na sociedade com o objetivo de consumo de produtos e de serviços voltados para a beleza. É uma verdadeira ditadura. Muitos jovens sofrem porque não têm aquele corpinho de "top model" ou porque não têm "aquela" musculatura especial... A mídia colocou na cabeça, especialmente das mulheres, que o "mais importante" é ser bonita de corpo, esbelta, magra, segundo os "padrões de beleza" dos que ditam a moda para os outros. A propaganda emplacou uma grande mentira: se você não tiver aquela calça "da moda" ou aquela camisa "da marca", então você não será feliz. Os comerciais de TV e as novelas ensinam para os jovens uma coisa perversa: se você não for sexy, você não poderá ser feliz e não terá um namorado, será rejeitada. Os pais têm que criar um antídoto contra essa insanidade.


Por causa dessa "cultura do corpo", que hoje ocupou o lugar da "cultura do espírito", muitos jovens estão angustiados e até mesmo "escravizados", porque não conseguem atingir este padrão de "beleza". Ora, saiba mostrar a seus filhos que a felicidade construída em cima desses valores é efêmera, vai acabar muito cedo e deixar o jovem no vazio. A moda pode até ser boa se for equilibrada, se for um meio, mas não um fim. Os pais precisam despertar os filhos para a verdadeira beleza que está na alma, no interior, "invisível aos olhos", que não acaba; que o tempo não envelhece.

Deus seria injusto se a nossa felicidade dependesse da cor da nossa pele, do perfil do nosso corpo ou da ondulação do cabelo. Pois tudo isso é genético e não conseguimos mudar.

Quanto mais o jovem construir a sua felicidade em cima de valores espirituais, tanto mais ele será de fato um homem e uma mulher como Deus quer.

É dificílimo hoje para o jovem fugir desta onda de supervalorização do corpo, por isso é muito importante a educação neste sentido para ele não se tornar um escravo [do corpo]. E os pais têm de mostrar isso a eles de maneira convincente.

Saiba mostrar a seu filho que Deus o ama por aquilo que ele é; e do jeito que ele é. Que diante do Senhor não se é avaliado pelo que se vê, mas pelo que se faz. Ensine o jovem a atirar para longe este complexo de inferioridade; e faça-o olhar menos para o espelho e mais para a sua alma.

Ajude-o a cultivar o seu saber, a fé, a espiritualidade, seus amigos e amigas, sua família, seu trabalho, sua profissão e seu Deus, muito mais do que o seu corpo. Ensine-o a gastar mais o seu tempo e seu dinheiro em coisas e atividades que o fazem crescer, naquilo que não passae que o tempo não destrói.

Michel Quoist, grande padre francês, dizia aos jovens que para ser belo é melhor parar 'cinco minutos diante do espelho, dez diante de si mesmo, e quinze diante de Deus". Não deixe que o seu filho inverta esta ordem, para que não caminhe de cabeça para baixo. Infelizmente a cultura de hoje valoriza mais a roupa, a comida, o carro, a casa, as viagens, as festas, o celular, o CD..., em vez do "ser" mais e melhor. Não estou falando aqui de desprezar as coisas boas que nos ajudam a viver, mas de não tomá-las como um fim.

Pais, hoje temos edifícios altos, mas homens pequenos; estradas longas e largas, mas almas curtas; pessoas ricas, mas gente pobre... As casas são grandes, mas as famílias são pequenas... Temos muitos compromissos, mas pouco tempo... Gastamos muito e desfrutamos pouco... Multiplicamos os nossos bens, mas reduzimos os valores humanos... Falamos muito, mas amamos pouco e odiamos demais...

Fomos à lua, mas ainda não atravessamos a rua para conhecer o vizinho... Temos mais conhecimentos, mas pouco discernimento... Temos muita pressa e pouca perfeição... Temos mais dinheiro, mas menos moral e menos paz... Temos mais bens, mas menos caráter... Temos casas mais lindas, porém, mais famílias destruídas... Conquistamos o espaço exterior, mas perdemos o espaço interior... Temos mais prazer, porém, menos alegria...

Lembro-me de Edith Piaf, uma cantora lírica francesa, pequenina e "feinha", mas muito simpática. Quando começava a cantar a plateia a ovacionava; parecia um anjo a cantar. Muito mais se pode dizer de Madre Teresa de Calcutá, Edith Stein e tantas outras.

Se a beleza física fosse sinônimo de garantia de felicidade, não encontraríamos tantos artistas frustrados, buscando fugir de suas angústias nas drogas, muitas vezes. Quantas moças e rapazes lindos já morreram numa overdose de cocaína!

Se o dinheiro fosse sozinho garantia de felicidade, não encontraríamos tantos ricos angustiados e tantos ídolos que acabam com a própria vida no suicídio.

Ensine seu filho a construir a vida naquilo que os olhos não veem, mas que é essencial: honra, saber, moral, caridade, bondade, mansidão, força de vontade, humildade, desapego, pureza, paciência, disponibilidade. Esses são valores que nos mantêm verdadeiramente de pé!

De nada vale um jovem ter um corpo de atleta ou de modelo se a sua alma está em frangalhos e o seu espírito geme sob o peso da matéria e da carne. Será um escravo que poderá um dia buscar compensação até nas drogas, para fugir do vazio existencial.

Se você bater num tambor cheio de água, ele não fará barulho; mas se você bater num tambor vazio, vai fazer um barulhão. Os homens também são assim, fazem muito barulho quando estão vazios... Se a hierarquia de valores que os pais transmitem aos filhos for invertida, a grandeza deles ficará comprometida.

Quando você permite que as paixões do corpo sufoquem o espírito, não há mais homem ou uma mulher, mas uma "caricatura" de homem ou de mulher.

Se o seu filho se frustrar no nível biológico, porque possui algum defeito físico, ele poderá sublimar essa frustração e ser feliz se realizando num nível mais alto, o da cultura e do saber. Se ele não pode se realizar no nível racional, poderá fazê-lo no nível espiritual, que é o mais elevado, numa relação íntima com Deus. Mas se ele desprezar o nível espiritual, não poderá se realizar plenamente porque acima deste não há outro onde possa buscar a compensação.

O grande poeta francês Exupèry dizia que "o essencial é invisível aos olhos". A razão é simples: tudo que é visível e material passa e acaba; o invisível, o espiritual, fica para sempre.

Todos os seres criados voltam ao seu nada, voltam ao pó da terra, porque a força que os mantém vivos está em cada um, mas não lhes pertence. O poder de ser uma rosa está na rosa, mas não é da rosa.

Quando você vê uma bela flor murchar, é como se ela estivesse lhe dizendo: "A beleza estava em mim, mas não me pertencia; Deus a tinha me emprestado". O poder de ser um cavalo está no cavalo, mas não é dele. Se fosse dele, jamais ele morreria. Ele foi criado por Alguém, que o mantém vivo. Quando uma bela artista envelhece, e surgem as rugas, ela está dizendo que a beleza estava nela, mas não era propriedade sua.

Se o seu filho ficar cultivando apenas o seu corpo e se esquecer da sua alma, amanhã estará amargurado, pois, do mesmo jeito que a rosa murchou, o seu corpo também envelhecerá; e isso é inexorável.

O seu filho não foi criado apenas para esta vida transitória e passageira, na qual tudo fica velho e se acaba, ele foi feito para a eternidade, para uma vida que nunca acaba.

O jovem fogoso que foi Santo Agostinho, um dia chegou a esta conclusão: "De que vale viver bem, se não posso viver sempre?"

Professor Felipe Aquino - Canção Nova

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quaresma

“A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante”, por isso, o Papa Bento XVI elucidou, em sua mensagem divulgada no final de fevereiro, como cada cristão deve viver este período por meio de práticas de jejum, esmola e oração para renovar seu batismo e reencontrar Jesus Cristo, “Senhor da nossa vida”.


Por meio das práticas tradicionais do jejum, esmola e oração, o cristão expressa o empenho à conversão. Com o jejum “aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor fazendo com que o amor a Deus seja também amor ao próximo”, explica Bento XVI.

Diante de um realidade mundana que leva à idolatria dos bens materiais, os quais não só afastam as pessoas, tornando-as infelizes, enganando e iludindo, sendo colocados no lugar de Deus, “a prática da esmola é um chamado à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia”, ressalta o Pontífice.

Já na oração “encontramos tempo para Deus, para entender que 'as suas palavras não passarão' , para entrar naquela comunhão íntima com Ele 'que ninguém nos poderá tirar' e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna”, salienta o Papa, destacando que com a graça do Sacramento da Penitência os fiéis podem caminhar com decisão para Cristo.

Assim, “mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo”, retoma Bento XVI.

O Bispo de Roma ressalta que o percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Vigília Pascal, onde “renovando as promessas batismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida” e “reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à ação da Graça para sermos seus discípulos”.

O Santo Padre esclarece que o Batismo “não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leva a alcançar a estatura adulta de Cristo”. Assim, o Batismo é um ato decisivo para toda existência.

Liturgia quaresmal

No primeiro domingo do itinerário quaresmal, evidencia-se a condição dos homens nesta terra. “É um claro chamado a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta 'contra os dominadores deste mundo tenebroso' (Hb 6, 12), no qual o diabo é ativo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal', ressalta o Papa.

Já o Evangelho da Transfiguração do Senhor, destaca a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. Segundo Bento XVI, este é um convite a distanciar-se dos boatos da vida cotidiana para se imergir na presença de Deus. “Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor”, enfatiza.

O pedido de Jesus à samaritana - 'Dá-Me de beber' (Jo 4, 7) - que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e Seu desejo de suscitar no coração o desejo do dom Espírito Santo, explica o Papa.

“O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo”, diz o Pontífice, ressaltando que é Ele é que ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como 'filho da luz'.

No quinto domingo, é proclamada a ressurreição de Lázaro, quando os fiéis são convidados a estar diante do último mistério da existência humana: “Eu sou a ressurreição e a vida... Crês nisto?” (Jo 11, 25-26).

“A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança”, enfatiza o Santo Padre.

Cristo Salvador do mundo

“Ninguém é merecedor da vida eterna pelas próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência 'os mesmos sentimentos de Jesus Cristo' (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem”, esclarece o Papa.

Assim, na Cruz é manifestado o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que “se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical”, enfatiza o Bispo de Roma em sua mensagem para a Quaresma.

sábado, 5 de março de 2011

Quem é preso não pode ser realizado e feliz

Há quem faça a pergunta: Mas o que é vocação cristã? Vocação é o relacionamento pessoal com Deus numa perspectiva de fé e de seguimento sincero às Suas leis:

- Escolher Jesus Cristo, não as riquezas;
- Seguir Jesus pobre e humilde.

Quem não souber aceitar a renúncia para acolher ao convite de Cristo, ficará triste como o jovem rico, que era exemplo em tudo, mas não foi capaz de se desapegar de suas ‘riquezas’: ”O jovem disse a Jesus: Tenho observado todas essas coisas. O que ainda me falta? Jesus respondeu: ”Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me. Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico” (Mt 19,20-22).

As nossas tristezas vêm dos nossos apegos e ligações: quem é preso não pode ser realizado e feliz. É por isso que Jesus nos quer como crianças. Enquanto vão acontecendo em nós essas transformações, o Senhor nos olha com amor na espera do nosso “SIM” em doação ao Reino de Deus e aos nossos irmãos.

Dos humildes de espírito é o Reino dos Céus. Deixemos o Espírito Santo de Deus agir em nós! Vinde, Espírito Santo!

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago - Canção Nova

terça-feira, 1 de março de 2011

Portas Abertas

Os profetas do Antigo Testamento foram capazes de contagiar gerações com o sonho de Deus! Sim, sonho de Deus, porque Ele tem um plano de amor, mas destinado a ser compartilhado com os seres humanos, passando pela misteriosa mediação da liberdade com que nos criou. Isaías (cf. capítulo 66, versículos de 18 a 21) via povos e nações acorrendo ao Senhor, conduzidos ao monte santo em Jerusalém. É a convocação universal, que o apóstolo São Paulo bem descreveu, dizendo: “Deus quer que todos os homens se salvem” (1 Tm 2,4).

No entanto, é recorrente em todas as gerações a pergunta sobre os lugares reservados no Paraíso, não percebendo, por exemplo, que o número de cento e quarenta e quatro mil assinalados (cf. Ap 7, 1-12) tem um valor simbólico – doze ao quadrado, o número das tribos de Israel, multiplicado por mil – explicado imediatamente pela expressão que se segue: “Uma multidão imensa, que ninguém podia contar, gente de todas as nações, tribos, povos e línguas”.

Perguntado sobre o número dos que haveriam de se salvar (cf. Lc 13, 22-30), Jesus muda o rumo da conversa, passando do “quantos” para o “como”! Provocado a falar do fim do mundo (cf. Mt 24, 34) aos que desejam saber “quando” ocorrerá a volta do Filho do Homem, indica como se preparar para essa vinda. Seus discípulos de todos os tempos hão de passar da curiosidade à sabedoria, de questões ociosas aos verdadeiros conteúdos, que colocam em jogo a vida nesta terra e na eternidade.

O Céu não é como um elevador ou um meio coletivo de transportes com uma placa indicando que está lotado. Se fosse uma questão de números, há muito tempo haveria um “não há vagas”. A Jesus não interessa o número, mas o modo com que caminhamos para o paraíso, pois para isso fomos criados, com um destino de felicidade eterna, que é oferecido a todos os seres humanos de todas as gerações.

Não basta pertencer a um povo determinado, ou mesmo ter conhecido Jesus ou a Igreja. Faz-se necessário tomar uma decisão pessoal, seguida de uma conduta coerente (cf. Mt 7, 13-14).

Num escrito considerado o primeiro Catecismo da Igreja, se lê: “Existem dois caminhos: o caminho da vida e o caminho da morte. Há uma grande diferença entre os dois. Este é o caminho da vida: primeiro, ame a Deus que o criou; segundo, ame a seu próximo como a si mesmo. Não faça ao outro aquilo que você não quer que façam a você. Este é o caminho da morte: primeiro, é mau e cheio de maldições - homicídios, adultérios, paixões, fornicações, roubos, idolatria, magias, feitiçarias, rapinas, falsos testemunhos, hipocrisias, coração com duplo sentido, fraudes, orgulho, maldades, arrogância, avareza, palavras obscenas, ciúmes, insolência, altivez, ostentação e falta de temor de Deus. Nesse caminho trilham os perseguidores dos justos, os inimigos da verdade, os amantes da mentira, os ignorantes da justiça, os que não desejam o bem nem o justo julgamento, os que não praticam o bem, mas o mal" (Cf. Didaqué, capítulos 1 a 5).

O caminho que vem depois de passar pela porta estreita do Evangelho desemboca na plena realização de todas as potencialidades humanas. O caminho da maldade é largo, mas só no início. A estrada dos vícios, e a avalanche de uso de drogas em nossos dias prova isso, pede cada vez mais uma dose maior, levando à náusea e à tristeza, para depois chegar a um ponto em que o organismo não reage mais, conduzindo a um prejuízo, tantas vezes, irreparável.

O cristão é chamado a fazer escolhas claras e coerentes com os valores do Evangelho. Por outro lado, olhando ao seu redor, considerará todas as pessoas, por machucadas que pareçam, candidatas ao Reino de Deus. Por vocação, realizará o sonho de Deus que tem o nome de unidade! Buscará a plena unidade na Igreja, a comunhão de todos os cristãos, a fraternidade entre as pessoas das várias religiões e a união de todas as pessoas de boa vontade, para a transformação de todas as realidades humanas, segundo os desígnios de Deus. Será a pessoa que convoca e não dispersa, enxerga a semente do Verbo de Deus plantada no coração de todos, fazendo com que seus braços e seu coração, escancarados pela caridade, sejam, em nome de Deus, portas abertas!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Governo inglês proíbe venda de remédio abortista

Organizações pró-vida do Reino Unido apoiaram a decisão do Governo de não permitir o aborto químico particular sem a verificação de normas sanitárias, salientando que "o aborto nunca é um remédio para as mulheres".

O Governo inglês rechaçou o pedido da empresa British Pregnancy Advisory Service (Serviço Britânico de Assessoria para a Gravidez) que pratica 25% dos 200 mil abortos que são realizados na Grã-Bretanha a cada ano, para permitir que as mulheres se submetam em suas próprias casas, sem assistência médica alguma, a um aborto induzido nas nove primeiras semanas da gravidez através do medicamento abortivo RU-486.

O Juiz da Alta Corte de Londres, Michael Supperstone, decretou que permitir estes abortos representa uma tentativa inadmissível de reinterpretar a legislação britânica que permite o aborto desde 1967.

Katherine Hampton, porta-voz da Sociedade para a Proteção das Crianças Não-Nascidas, considerou que a decisão do juiz Supperstone é "uma vitória para as mulheres".

Segundo Hampton, se os abortistas ganhassem a causa teriam enviado a falsa mensagem de que não existe risco no abortar.

A Coordenadora Nacional da organização pró-vida de ajuda e cuidados para a recuperação pós-aborto, Abortion Recovery Care and Helpline, Margaret Cuthill, declarou estar satisfeita com a sentença pois "o aborto nunca é um remédio para as mulheres. E este procedimento teria acrescentado o trauma de estar sozinha no processo do aborto".

A RU-486 ou Mifepristona é um medicamento que atua impedindo que o hormônio progesterona desenvolva suas ações fisiológicas normais no corpo da mulher. Este é utilizado para produzir abortos de embriões até às nove semanas da gravidez.

Chama-se RU-486, porque é o produto de investigação de número 486 da indústria farmacêutica francesa Roussel-Uclaf, filial da companhia alemã Hoechst. Seu uso deste medicamento altera o endométrio (parede interior do útero) para impedir a implantação do embrião na parede do útero materno.

Entre os efeitos secundários da RU-486 destacam-se as hemorragias vaginais e acidentes cardiovasculares

Nossa igreja é pró-vida, devemos ser também!
Paz e fogo!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SERVOS DA LUZ 2011




É ISSO AÍ GALERA

Depois da nossa pausa, estamos cheios de gás para receber você e seus amigos!
Pode espalhar pra todo mundo que a partir do dia 05 de fevereiro, estaremos reunidos para louvar e adorar nosso Senhor Jesus

ESPERAMOS VOCÊ LÁ !!

E vem aí RETIRO DE CARNAVAL 2011

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

DICA DE FILME

E Para estreiar as postagens DICA DE FILME, "APARECIDA, O MILAGRE", filme recomendado a nós no ENJ deste ano, dia 17 de dezembro vamos fortalecer esse filme lotando as salas de cinema galera!!!!!!

Nomes como Murilo Rosa, Bete Mendes, Maria Fernanda Cândido, Jonatas Faro, Rodrigo Veronese e Leona Cavalli fazem parte do elenco dessa produção cinematográfica.

A produtora do longa-metragem diz que é uma grande responsabilidade produzir um filme com um olhar atual sobre a história e devoção à Padroeira do Brasil. “É impossível fazer um filme sem se aproximar dela, e isso me emociona muito: falar da minha aproximação com ela”, comenta Gláucia referindo-se à Mãe Aparecida.

De acordo com o Santuário Nacional, a obra, apesar de abordar uma temática religiosa, não foi tratada de forma piedosa, por isso, “Aparecida – O Milagre” não é mais um filme religioso, mas sim uma obra que retrata essa temática de forma provocadora e atual, com arte, beleza e saudável emoção.

A história

O roteiro mostra a história de um menino pobre que se torna um empresário bem-sucedido de São José dos Campos (SP). Após um grave acidente com o filho, com quem ele mantém uma relação difícil em decorrência do rapaz querer ser ator e não seguir sua carreira, o empresário busca suas origens. Em suas lembranças junto à mãe, que vive em Aparecida (SP) e é devota de Nossa Senhora Aparecida, o protagonista faz um resgate de esperança e fé.

Nossa Senhora Aparecida

Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e Padroeira Oficial do país em 16 de julho de 1930, por meio de um decreto do Papa Pio XI.

Em 4 de julho de 1980, o Papa João Paulo II, em sua histórica visita à nação brasileira, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, monumento construído com o carinho e a devoção do povo brasileiro, numa Celebração Eucarística solene, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus.

Assista ao trailer do filme:



DICA DE LIVRO

A Partir desse mês você poderá aqui no Blog, ter dicas de livros e filmes recomendados pela nossa Igreja.

E para estreiar, um livro que trata de santidade na juventude

SANTOS DE CALÇA JEANS

Santidade não está relacionada a realizar fatos homéricos ou viver em eterna penitência. Santidade é viver a Verdade e o Amor de Cristo no nosso dia a dia, tendo a Palavra do Senhor como bússola em nosso caminhar.


Podemos ser Santos na faculdade, na academia, nas reuniões com nossos amigos ou nos sites de relacionamento na Internet.

O tempo presente urge por Santos que saibam curtir a vida e aproveitar as coisas boas que o mundo tem para nos oferecer, mas sem ser mundanos. Nesta obra, Adriano Gonçalves nos mostra que santidade está ao alcance de todos, inclusive dos jovens, que são desafiados a viver esta santidade sem perder a juventude, tornando-se a geração Santos de Calça Jeans.




Ficha Técnica
Editora: Canção Nova
ISBN: 978-85-7677-211-8
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 144
Idioma: Português BR
Acabamento: Brochura
Formato: 14 x 21 cm
Complemento: 9788576772118

VALE A PENA GALERA!!!!!

Ser Santo sem Deixar de Ser Jovem

Se você ainda continua com a ideia de que os santos eram pessoas tímidas, de fala mansa, que de tanto se curvarem ficaram corcundas, que andavam sempre com hábitos, batinas os véus, que não curtiam a vida e fugiam de todas as coisas deste “mundo”. Esse pensamento mudará após conhecer o beato Pier Giorgio Frassati.


Eu também pensava assim. Olhava para os santos, gostava da ideia, mas me sentia muito longe deles. Achava tudo muito difícil, algo realmente distante da minha realidade. Santos como São Francisco, Santa Rita, São Padre Pio... me chamavam a atenção, mas não me sentia capaz de tantas penitências e tantas renúncias. E, assim, só ficava na intercessão.


Em 2008, tive o grande privilégio de realizar um sonho: participar da Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu em Sydney, na Austrália. O mais marcante nessa visita foi encontrar o corpo do beato Pier Giorgio. Havia fotos dele e banners que contavam a história de sua vida espalhados por toda a igreja. E cada banner que eu via crescia em mim a vontade de ser santo. Era como se meu coração pulsasse assim: “É possível”. As fotos mostram-no com a galera, na faculdade, acampando, praticando alpinismo. Todas elas apresentavam uma frase de sua autoria, e cada frase revelava seu firme propósito de ser santo sem deixar de ser jovem.


Depois de andar pelo corredor central da catedral e ficar mexido com tudo o que via, segui por um corredor e deparei com uma urna, na qual estava escrito: "The body of blessed Pier Giorgio Frassati". Meu inglês não foi o suficiente para traduzir o que minha alma lia naquele corpo santo que estava à minha frente. Tive forças apenas para me ajoelhar e fazer um único pedido: "Que eu seja santo como você". Em mim vibrava a possibilidade de ser santo do meu jeito, com meus gostos e estilos. Aquela era a prova concreta de que a santidade é possível; a prova de que Deus não tira nada, mas dá tudo. Tive ali um encontro com Deus e com Sua santidade por meio de Pier Giorgio Frassati.


Pier Giorgio me fez entender que posso ser santo do meu jeito, se, em cada ação minha, mostrar que sou de Deus. Isso mudou a imagem que eu tinha dos santos e comecei a vê-los com outros olhos. Hoje entendo que Deus me chama para uma santidade cotidiana. Santidade feita do ordinário que, cheio do poder de Deus, torna-se extraordinário.


Convido-o para fazer também uma experiência com o beato Pier Giorgio. Peça a Deus a graça da santidade feita no seu tempo, no seu espaço. Peça a Deus a santidade do dia a dia.


Adriano Gonçalves
Livro 'Santos de Calça Jeans'
Diogo
Ministério de Comunicação

sábado, 20 de novembro de 2010

Juventude: Um estado de espírito




A juventude é, realmente, um estado de espírito. Lembro-me da minha infância, quando, a partir dos sete anos, diariamente, ao ajudar a Santa Missa às 5h30min, no Santuário de Santo Antônio, escutava os idosos frades franciscanos, ao pé do altar, pronunciarem "Introíbo ad altare Dei, ad Deum qui laetificat iuventutem meam" - "Eu irei ao altar de Deus, ao Deus que dá alegria à minha juventude". Juventude de setenta, oitenta, noventa anos!


Deus nos criou, nos deu a vida! Dom Maravilhoso! Cada um de nós tem a sua história de origem. É sobre a aceitação real dessa história que devemos construir a nossa felicidade. Fomos criados para ser felizes. Talvez não estejamos percebendo plenamente o amor de Deus por nós ao nos criar e ao criar para nós tudo o que existe. O Papa Paulo VI, ao pressentir a proximidade da morte, exclamou: "Oh, superficialidade imperdoável! Não ter percebido a beleza de tudo o que Deus criou para mim, por amor!" E pede ao Senhor perdão por considerar esse sentimento um pecado. "Oh, beleza sempre antiga e sempre nova, quão tardiamente te amei!" (Santo Agostinho).


Realmente, a beleza da vida, da arte, de tudo o que Deus criou é reflexo d'Ele. O Todo-poderoso é a beleza absoluta, da qual deriva e participa toda beleza criada. A propósito da arte, o Papa João Paulo II, na Carta aos Artistas, por ocasião do Ano Santo, afirmou que ela é essencial para a evangelização.


Deus nos criou para si, e devemos estar sintonizados com Ele: pela oração formal, pela contemplação da natureza, pelo cultivo da arte, pela comunicação com nossos irmãos. Se fizermos assim, estaremos vinte e quatro horas por dia sintonizados com o Senhor, vivendo, cada momento presente, sem nos preocupar com o momento seguinte, sem estresse nem depressão.


E dessa forma, vamos acumulando juventude, alegria e, aos noventa anos, poderemos dizer: "Irei ao altar de Deus, do Deus que alegra a minha juventude."


Esperamos, um dia, pela graça de Deus Pai, tomar posse daquela morada à qual Jesus se refere no Evangelho: "Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Vou preparar um lugar para vós e, quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós" (Jo 14, 1-4). Porque nós conhecemos o caminho, a verdade e a vida.


(Artigo produzido a partir da homilia de Dom Lélis em maio de 2006).


Dom Lélis Lara
Bispo emérito de Itabira - Cel. Fabriciano (MG)

Diogo
Ministério de Comunicação

Dizer 'não' Também é Amar

Amar não é e nunca será tarefa fácil, exige de nós empenho e decisão. O amor sincero comporta o sofrimento e a doação em favor do outro. Pelo bem do outro, inúmeras vezes, enfrentamos dificuldades que nos causam dor e pesar.
Existem situações nas quais temos de desagradar a quem amamos em virtude de seu próprio bem. Tais decisões são difíceis e doem mais em nós do que naqueles que são objetos de nossa repreensão. Porém, é importante salientar que corresponder sempre e irrefletidamente aos desejos de quem se ama pode se tornar algo negativo, que tende a deformar e não formar. Dentro dessa perspectiva, afirmo que: “Dizer ‘não’ também é uma forma de amar”.
Limites são necessários para qualquer ser humano, pois, por meio deles, alcançamos equilíbrio e maturidade. Pais que não impõem limites aos filhos acabam criando pequenos reis e rainhas e, consequentemente, tornando-se seus súditos.
Somente quem já recebeu um “não” na vida consegue compreender a especificidade da palavra "humildade". Somente aqueles que não foram correspondidos no que queriam, em algum momento de sua história, sabem compreender que sua vontade não é absoluta e que nem sempre estão certos.
É no “não” e no “sim”, no equilíbrio das possibilidades, que se forma uma pessoa, é assim que o orgulho se ausenta e o ser humano consegue entender que os outros também são bons.
Nem tudo o que queremos é o melhor para nós, porém, nem sempre conseguimos enxergar assim. É aí que descobrimos quem nos ama, pois os que sinceramente se interessam por nós não têm medo de nos dizer a verdade e de nos corrigir quando necessário.
Não é fácil corrigir e dizer 'não'; seria mais fácil e conveniente dizer sempre 'sim' e estar sempre sorrindo, pois quem diz 'não' se expõe e, muitas vezes, atrai sobre si a ira do outro. Quem corrige, mesmo querendo o bem do outro, corre o risco de ser mal interpretado, contudo, demonstra um grande amor e cuidado com o outro.
Só quem nos ama nos diz 'não'. Só quem se interessa por nós tem a sensibilidade de cuidar de nós, através da poda.
Precisamos ter sensibilidade para detectar e aceitar o amor que se manifesta em uma multiplicidade de formas e que nos encontra também naquilo que tanto nos desagrada.
Se enxergarmos assim, sentiremo-nos mais amados e cuidados, evitaremos muitas contrariedades, além de descobrirmos belezas antes não contempladas. Faça essa experiência!
Retirado de /cancaonova.com/
Diogo
Ministério de Comunicação

Conhecer a Vontade de Deus

Diz o Evangelho de São Marcos, 11-22, "Tenha fé em Deus”. Quando nós buscamos a palavra fé, sua definição, há muitos sinônimos que vêm com estas palavras: confiança, certeza, segurança. Jesus Cristo diz que temos de aplicar todas essas palavras em Deus. Você precisa ter confiança, ter certeza e segurança em Deus.
É importante entendermos que nosso Deus deseja o melhor para nós, mas até que entendamos isso, não teremos a verdadeira fé. Precisamos ter segurança, certeza, confiança. Onde há fé não pode haver dúvidas.
Você não daria o cuidado de seus filhos a um desconhecido, pois este ato de confiança vem depois de ter conhecido a pessoa e descobrir que ela é digna de seu crédito. Mas até você ter essa segurança, vai hesitar. Por isso precisamos conhecer o Senhor, Sua vontade, para ter essa confiança em Deus.
O problema é que, na verdade, não sabemos qual é a vontade de Deus. Para ver a glória do Senhor, necessitamos saber qual a vontade dEle para nossa vida. Temos de pedir coisas conforme a vontade de Deus, mas para isso precisamos conhecê-la. Às vezes, agimos como se fosse um grande mistério, como se Deus ocultasse a Sua vontade de nós, mas eu lhe pergunto: "Qual a vantagem de Deus ao esconder Sua vontade de nós?".
Devemos nos perguntar: "Como conhecer a vontade do Senhor?". Há um livro que necessitamos estudar, mas, às vezes, nos descuidamos dele: a Bíblia. Temos somente um contado com ela no grupo de oração, mas, depois, não a pegamos mais. No entanto, este livro é o que mais devemos ler, mas ele, muitas vezes, está apenas aberto em nossa casa, em algum Salmo. Neste livro se encontra a vontade de Deus. E conhecer a Sua Palavra é saber a Sua vontade. Nele Deus revela todas as suas vontades, promessas e bênçãos. Nele existem 30 mil promessas feitas por Deus que não podem retornar vazia.
Nós necessitamos conhecê-la, mas se temos este livro como enfeite, nunca o conheceremos. Se vivermos conforme a vontade de Deus, veremos Sua glória; mas se não a vivermos, não poderemos fazer orações com segurança. Todo aquele que pede com dúvidas não espera receber nada do Senhor. Todas as dúvidas devem desaparecer; as orações que chegam ao ouvido do Senhor são orações de fé. Só oramos com fé se orarmos conhecendo Sua vontade. E isso só acontece através da Sua Palavra.
Deus deseja que alcancemos a Sua glória, que cheguemos ao outro lado; mas é difícil navegar até lá, pois há muitas tormentas com o propósito de tirar nossos olhos de Deus para que deixemos de navegar. O diabo não quer que você seja curado, não quer que você seja feliz, pois quando você recebe essas graças Deus, você é glorificado. Quero que você entenda que é responsável por receber ou não a graça divina, alcançar ou não a glória de Deus. O demônio sabe disso e, com todas as forças, tenta nos deter, pois nos detendo, ele detém a glória de Deus. Tormentas se farão, problemas surgirão. E se alguém falar que você não terá mais problemas, é mentira.
Escute, irmão! No meio da tormenta, Deus está com você. Ele sempre está com você, mesmo que pareça que Ele está dormindo, Deus está sempre ao seu lado. Deus está em todas situações, Ele está com você e tem poder para acalmar a tempestade. O seu Deus é muito maior do que todos os seus problemas. Se crermos, veremos Sua glória.
Texto produzido a partir da pregação Neil Velez em Nov.2009
Diogo
Ministério de Comunicação

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ocidente é "impregnado do Evangelho", diz Papa


O Pontífice disse que procurou falar ao coração de todos os habitantes do Reino Unido sobre "a verdadeira realidade do homem, das suas necessidades mais profundas, do seu destino último. [...] Tive em mente todo o Ocidente, dialogando com as razões dessa civilização e comunicando a perene novidade do Evangelho, do qual ela está impregnada. Essa viagem apostólica confirmou em mim uma profunda convicção: as antigas nações da Europa têm uma alma cristã, que constituem um todo com o 'gênio' e a história dos respectivos povos, e a Igreja não cessa de trabalhar para manter continuamente essa tradição espiritual e cultural".

O Papa indicou que em sua visita, como sempre, desejou apoiar em primeiro lugar a Comunidade católica, encorajando-a a trabalhar para defender as imutáveis verdades morais que estão "na base de uma sociedade verdadeiramente humana, justa e livre".

sexta-feira, 13 de agosto de 2010